A escolha de Peseiro




José Peseiro surpreendeu tudo e todos ao ser o eleito para treinar o Futebol Clube do Porto neste momento difícil.

À primeira vista, pareceu uma opção de segundo plano, uma vez que já deixou o nosso campeonato há alguns anos, porque do seu palmarés consta apenas uma Taça da Liga - curiosamente contra o FCP - e por ter falhado no maior desafio até agora como treinador principal - perdeu um campeonato "em cima da meta" para o SLB e uma final da antiga Taça UEFA em casa para o CSKA de Moscovo.

No entanto, após uma reflexão mais ponderada, talvez seja uma decisão muito acertada da SAD portista. Senão vejamos:

- O natural de Coruche é um dos treinadores portugueses mais elogiados pela qualidade de jogo que incute às suas equipas;
- Privilegia a posse de bola, o que já vinha sendo trabalhado há ano e meio pelo técnico anterior, mas com mais intensidade e mais movimentação sem bola;
- Não repetiu o "falhanço" no mesmo clube e momento decisivo, sendo de esperar que a experiência acumulada o tenha transformado num líder com mais maturidade e "sangue frio";
- Sabe que se desaproveitar esta oportunidade dificilmente terá uma outra num grande clube;
- Por outro lado, as expectativas dos adeptos não eram - a priori - muito elevadas, muito menos o eram por parte da opinião pública generalizada;
- O facto de, em muitas das equipas por que passou, não ter sido compreendido, mesmo quando teve "obra feita" - veja-se o caso do Sp. Braga, pelo qual venceu a Taça da Liga e, pouco depois, demitido - e que queira provar que ainda vai a tempo de ser um treinador de topo, faz com que encaixe bem na filosofia do Futebol Clube do Porto e a motivação seja máxima.

O primeiro - embora ainda prematuro - teste é já amanhã, diante de uma equipa contra a qual os azuis e brancos, em 2015, perderam 3 jogos e não venceram nenhum!

Têm a palavra Peseiro e os seus jogadores...