A Melhor Convocatória "de Sempre"



Fernando Santos fez nova convocatória, desta vez para os jogos contra Andorra e Ilhas Faroé. Na minha opinião, foi uma das mais consensuais dos últimos anos.


A nível de guarda-redes, Rui Patrício é unânime e Anthony Lopes cada vez mais consensual. Como Beto e Eduardo não têm jogado, Marafona – cada vez mais titular em Braga - é a outra opção mais natural.

Na posição central da defesa, Pepe e José Fonte são os mais credenciados, e a opção de “chamar” apenas 3 elementos compreensível; a única escolha que gerava expectativa seria a do previsível suplente: eu escolheria Rúben Semedo – um central mais rápido e cada vez mais maduro – em detrimento de Bruno Alves que, no entanto, parece ter estado bem neste início de carreira em Itália.
Como laterais esquerdos, Raphael Guerreiro - tem-se afirmado no 11 do Dortmund – e Antunes – sempre me pareceu bem melhor alternativa a Coentrão do que Eliseu – são escolhas espectáveis.

Do lado contrário na defesa, Cédric é o jogador mais regular, Cancelo uma excelente opção, no entanto eu preferiria Ricardo Pereira – até porque poderia jogar do lado esquerdo, libertando Raphael para o meio-campo, se desejado.

Os trincos William Carvalho e Danilo parecem de pedra e cal.

Como médios de transição, Adrien é o que está em melhor forma, sendo que Moutinho também tem estado em bom nível. Se João Mário estiver a 100%, tem lugar “de caras”, mas como está em dúvida, eu chamaria Pizzi – pode também partir da ala e fechar ao centro.
Para 10, Bernardo Silva - tem estado em evidência no bom arranque de época do Mónaco – é o melhor português da actualidade; na ausência de Rafa chamaria apenas um entre Renato Sanches e André Gomes – provavelmente o último tem estado um pouco melhor sempre que é chamado a jogar no Barcelona.

Relativamente a extremos, para além de Cristiano Ronaldo, Nani e Quaresma são as escolhas óbvias; Gelson Martins provou em Madrid ser uma certeza e, por isso, uma excelente escolha. Apenas gostaria de ver na equipa, agora ou no futuro, um esquerdino como Pedro Santos.

Os pontas-de-lança também são seleccionados pacíficos: Éder e André Silva.


Tendo em conta que é impossível ser-se unânime, seria difícil aproximar-se mais disso do que o “Engenheiro”.