1 mês, 1 golo e 0 vitórias




Está a fazer um mês que o Futebol Clube do Porto entrou em crise. 

Depois da vitória caseira tangencial frente ao Brugge, não mais os Dragões lograram vencer e somente marcaram ao... Benfica.

Além do efeito "bola de neve" que o (sentimento de) prejuízo pelas decisões de arbitragem tem provocado, os nulos - e consequente crise - no Futebol Clube do Porto devem-se, na minha opinião, a diversos factores:

Além do efeito "bola de neve" que o (sentimento de) prejuízo pelas decisões de arbitragem tem provocado, os nulos - e consequente crise - no FCP devem-se, na minha opinião, a diversos factores: 


Política de contratações/vendas

Contratações sem qualidade face ao preço

Jogadores como Boly e Depoitre, sobretudo, tiveram um custo superior à qualidade que têm trazido à equipa: juntos, terão custado entre 11 e 13 milhões de euros. Se um 3ª central de qualidade era uma contratação necessária, parecia mais ajustado um jogador de características diferentes, nomeadamente ao nível da velocidade;


Alguns jogadores que faziam parte do plantel mereciam outra oportunidade

- Bueno mostrou muito mais potencial do que Adrián López, nas poucas aparições de ambos;

- Suk parece ter mais mobilidade, agressividade e qualidade no remate de meia distância do que Depoitre;

- Marega e/ou Hernâni são mais incisivos, fortes (nomeadamente o maliano) e rápidos que qualquer outro extremo do plantel actual;


Contratações desnecessárias

- Alex Telles tem sido um lateral consistente e tem um elevado potencial, mas - embora fizesse falta um esquerdino - faria mais sentido contratar um 3º lateral que não "sentasse" Layún ou Maxi Pereira;

- João Carlos Teixeira e Óliver Torres têm características semelhantes e, tendo o primeiro sido contratado com a perspectiva de ser aposta no imediato, acaba por ficar tapado pelo segundo


Não aproveitamento do momento certo para vender determinados jogadores

- O mercado de Verão teria sido um bom momento para vender um inconsistente mas muito valorizado Herrera;

- Brahimi, já afastado da equipa principal por altura do defeso, poderia ter sido transferido (se a proposta não estava ao nível do que o FCP perspectivava, poderia ter negociado percentagem do passe ou jogadores para troca;

- Poderia ter sido aproveitado a boa ponta final da época passada de Adrián López no Villarreal para vender o seu passe e tentar recuperar parte dos 11 milhões de euros que terá custado ao clube;


Desequilíbrios no plantel

Excesso de médios

Há Sérgio Oliveira, Herrera, André André, Evandro, Òliver e João Teixeira para apenas 1 vaga no 11;


Falta de extremos desequilibradores

- Jesús Corona e Silvestre Varela são os únicos extremos "puros" do plantel, sendo o mexicano o único com capacidade para criar desequilíbrios;
 
- Falta de esquerdinos - só há Alex Telles;


Trabalho específico

- É necessário potenciar mais e melhor os pontos fortes e melhorar os pontos fracos individuais dos jogadores;

- A exploração das bolas paradas (incluindo grandes penalidades) é escassa;

- Os movimentos ofensivos urgem ser aprimorados, bem como a forma de "perfurar" defesas compactas e com linhas muito baixas;


Estruturação/Gestão da equipa

- Demora em acertar com um núcleo-base para a equipa titular; 

- Escasso tempo de jogo para vários jogadores e substituições, por vezes, tardias;

- Subutilização de Rúben Neves (em alternância ou em simultâneo com Danilo Pereira);

Escassa gestão física de alguns jogadores entre jogos e no próprio jogo

- Por vezes jogadores mais fatigados são chamados (ex.: Maxi e André Silva, em vez de Óliver no jogo da Taça em Chaves) ou mantidos em campo (Otávio e André Silva) em jogos que estavam (praticamente) ganhos;


Movimentação Colectiva

- Pouca mobilidade no último terço, devendo Corona aparecer mais vezes partindo da esquerda para o centro;
 
- Baixa intensidade de jogo, com poucas acelerações para desequilibrar a defesa adversária; 


Consistência

- Exceptuando contra o SLB, o futebol portista tem sido pouco geométrico, com pouca fluidez no passe;

- A irregularidade exibicional tem sido uma constante na época portista, o que se reflecte na sustentabilidade de crescimento da equipa;


Atitude

- Os jogadores suplentes não parecem motivados para entrar e mexer com o jogo, facto a que não será alheio a dificuldade em perceber o critério de titularidade e convocatória para alguns.


Sporting de Braga e Leicester podem confirmar ou começar a mudar estas premissas. Têm a palavra Nuno Espírito Santo e os seus jogadores.