Aboubakar: como passou de dispensável a imprescindível

Aboubakar foi transferido por empréstimo, no início da época passada, para o Besiktas.

Depois de uma experiência com bastantes golos e boas exibições, o clube de Istambul não terá conseguido accionar a opção de compra para ficar com o camaronês.

Regressado ao Porto, o avançado deu sinais de se manter irredutível na ideia de não voltar a jogar pelos Dragões. Mas foi "sol de pouca dura". Rapidamente Sérgio Conceição convenceu-o a ficar, tornando-o não só titular, como um elemento-chave no sistema de jogo para a próxima época!

Mas o que mudou, além da regularidade, no Aboubakar inconstante - sobretudo na finalização - que saiu da Invicta para o que agora faz a diferença?

Creio que há, como em quase tudo na vida, vários factores, mas o principal é o enquadramento táctico: a dupla de avançados favorece o seu jogo mais físico e divide a "pressão" de se libertar dos centrais adversários e finalizar com precisão pelo companheiro de ataque.

Isso repercute-se numa maior liberdade de movimentos e torna-o mais solto para atacar a profundidade, de trás para a frente, a baliza adversária. Tem sido esse o seu principal padrão finalizador nesta pré-época, por exemplo.

Este 4-4-2 parece-me, por explorar melhor as características não só de Aboubakar, mas também de Soares (será o mais adaptável ao 4-3-3, mas creio que rende ainda mais em dupla), Marega e Rui Pedro, que é o melhor sistema táctico para abordar a Liga NOS.

Veremos como evoluem as movimentações e as individualidades, na dupla de ataque de Sérgio Conceição...