A entrada das equipas portuguesas na Liga dos Campeões


Começou a melhor competição de clubes a nível europeu!

Os 3 "grandes" do futebol português tiveram entradas diferentes na prova.

O Sporting logrou vencer o Olympiacos, na Grécia, graças a uma abordagem muito pragmática ao jogo. Tendo mais qualidade técnica, os leões perceberam que a intensidade que os gregos imprimem sempre que jogam em casa - "empurrados" pelos seus adeptos, mas também do desequilíbrio defensivo a que se expõem. Jorge Jesus optou, portanto, por um bloco médio-baixo muito compacto e pela aposta na flexibilidade táctica de Bruno Fernandes, velocidade de Acuña e sobretudo Gelson, e ainda na profundidade de Doumbia. Resultou na perfeição, pelo menos enquanto a equipa se manteve concentrada. Sinal menos para os erros defensivos de Jonathan Silva, que contribuiram decisivamente para reduzir esta vitória à margem mínima.

O Benfica deixou escapar a vantagem frente ao CSKA de Moscovo, na Luz. Os encarnados revelaram dificuldade em criar oportunidades de golo e acima de tudo em manter a vantagem perante um adversário que raramente os incomodou "lá atràs". Rui Vitória manteve o habitual 4-4-2, com Filipe Augusto a um ritmo muito baixo e a desiludir no início de construção, precisamente a sua suposta especialidade. Os médios viram-se muitas vezes em inferioridade numérica, no miolo. Os centrais não tiveram jogo de cintura para o... central Vasin e Luisão, sobretudo, perdeu várias vezes em velocidade para Vitinho. Sinal mais para Zivkovic, fez a assistência para o golo e está em crescendo de forma. Acredito que, se conseguirem superar o frio e a neve que se prevê para essa altura do ano, as águias podem perfeitamente discutir o resultado em Moscovo.

O FC Porto perdeu em casa com o Besiktas. Os azuis e brancos alinharam com o 4-2-4 habitual e, tal como admitiu Sérgio Conceição, foi uma estratégia dificilmente bem sucedida a este nível, sobretudo porque não ia defrontar um bloco tão fechado como na Liga NOS; os criativos Ozyakup e Talisca tiveram, na primeira parte, liberdade para fazer mossa no adversário. O 4-3-3 da segunda parte devolveu ao FCP o domínio do encontro, mas sem Óliver - dos melhores da etapa inicial -, apenas Brahimi e Marega tiveram um desempenho elevado; Otávio foi completamente errático, tal como o apagado Corona havia sido antes do intervalo. Este resultado é enganador, mas só surpreende completamente quem não conhece o plantel dos turcos: pelo menos Pepe, Ozyakup, Talisca e Quaresma teriam actualmente lugar no 11 dos dragões. Mas que há qualidade colectiva e potencial no treinador para "devolver" o resultado em Istambul, isso há.