Messi e o resto..

A qualificação para o Mundial 2018 está a transformar-se em pesadelo para a seleção alviceleste. Neste cenário apocalíptico para o futebol argentino, todos os holofotes estão virados para Lionel Messi. Ele tem a tarefa difícil de lidar o segundo pior ataque da América do Sul com 16 golos, o pior da história da seleção de Argentina numa fase de qualificação para um Mundial (média de 0,94 golos por jogo).
O resto da equipa
Argentina não é o Barcelona mas não é uma equipa qualquer; Os jogadores são de grande nível, o problema é a associação de talentos. Messi precisa de tabelar e quando Iniesta, Rakitic ou Suarez oferecem qualidade e rapidez de passe, nem Rigoni, nem Benedetto, nem Gómez estiveram a um nível decente para fornecer ao astro, os raios de luz para brilhar. Messi tentou desequilibrar nas sombras mas faltou clareza. O seu génio esbarrou na sua preponderância. A bola teve obrigatoriamente de passar pelos seus pés, o que acabou por ser um entrave à criatividade dos seus companheiros.
Do outro lado, a seleção peruana defendeu com tudo, hábil ao sair da pressão, a procurar estender o jogo e a encontrar quase sempre Paolo Guerreiro entre os centrais. Além disso, o guarda-redes Gallese ergueu-se como uma muralha face às tentativas argentinas, fez realmente um jogo extraordinário.
O resto das equipas
Por agora, Argentina com uma vitória, só tem o play-off de garantido. Todos os cenários são possíveis, apresentamos os dois mais esquisitos:
Além do Brasil e do Uruguai (praticamente qualificado), 5 equipas vão lutar para os 2 últimos lugares com acesso direito e um terceiro que dá a possibilidade de disputar o play-off. Se perder no Equador, Argentina ainda pode esperar agarrar-se ao lugar de acesso se o Peru perder por uma diferença superior à Argentina e que ao mesmo tempo, o Paraguai não vença a Venezuela em casa.
No sentido inverso, Argentina pode golear o Equador e mesmo assim jogar o play-off, basta o Uruguai empatar em casa contra a Bolívia, a Colômbia vencer em casa do Peru e o Chile conseguir a proeza de ganhar em casa do Brasil.