O Clássico não terá Casillas nem Júlio César!


No início da época, eram – aparentemente – os indiscutíveis donos das balizas de FC Porto e SL Benfica. Depois de amanhã, Iker Casillas deverá começar no banco de suplentes portista e Júlio César assistirá ao jogo como mero adepto!

O futebol português viu dois “monstros” do futebol mundial perderem influência nos 11 de dragões e águias. Quando chegaram a Portugal, a perspectiva era voltar à glória que viveram no passado de Real Madrid e Inter de Milão, respectivamente. Nessas equipas, chegaram à elite dos melhores do mundo na sua posição.

Ambos trouxeram classe e mediatismo ao nosso campeonato. Os trajectos foram inversamente proporcionais: Casillas teve uma primeira temporada difícil, em que muitos perspectivavam a sua quebra definitiva, subindo de rendimento na época seguinte; já Júlio César – com a missão espinhosa de substituir Oblak – teve impacto imediato, decaindo no final de 2015/16, com a primeira lesão séria ao serviço dos encarnados. Ederson agarrou a oportunidade e, após uma fase de alternância quando JC regressou de baixa, tornou-se o número 1 na hierarquia benfiquista.

Com premissas diferentes, os dois partiam como os principais candidatos à titularidade nas respectivas equipas. Iker confirmou-o até ao Clássico em Alvalade; Júlio voltou a ser atormentado por lesões e foram Bruno Varela e Mile Svillar -  em momentos diferentes - a ocupar a vaga.

Quer um, quer o outro, já não serão os guardiões no Clássico desta 6ª-feira.
No caso do madrileno, Sérgio Conceição não terá gostado do seu empenho nos treinos e promoveu a titularidade de José Sá, a partir da visita ao Leipzig, para a Liga dos Campeões. Relativamente ao guardião brasileiro, a surpresa prende-se mais com o momento – fora da janela de transferências e antes de um duelo importante - do que com o anúncio da rescisão.

No próximo artigo, a antevisão ao primeiro Clássico sénior de José Sá e Bruno Varela!