Valência C.F. - F.C. Barcelona : o Bat Signal do Mestalla


O estádio de Valência prepara-se para o grande embate da 13°jornada da Liga. Os “morcegos” esperam o Barça num jogo que promete ser intenso entre os dois primeiros da tabela. Num universo paralelo, os cidadãos de Gotham usam o “Bat Signal” quando precisam, hoje à noite, o público valenciano se encargará do apoio num confronto capaz de redefinir a competição.
7 pontos e um jogo de atraso separam doravante o Barça e o Real. Para muitas pessoas, a Liga já está arrumada. Estatisticamente, tal diferença pontual nesse duelo particular nunca foi recuperada por uma ou outra equipa. Enquanto o foco está virado para esse sempiterno duelo, o Valência continua o seu caminho em segundo lugar com a ambição de intrometer-se entre os eternos rivais. Depois da vitória do Real sobre o Málaga, o Valência só tem 3 pontos de avanço em relação aos “Merengues”, não podem falhar de medo ao ver uma sombra branca aproximar-se do 2°lugar.
Uma vitória do Valência relançaria o campeonato, posicionando a equipa “ché” a 1 ponto de distância do líder Barcelona, dando também esperança ao Real Madrid de voltar à corrida pelo título. Pelo contrário, uma vitória dos Blaugrana seria uma demonstração de força, empurrando o Valência a 7 pontos de distância e o Real a 10 . O debate é equilibrado como confirmam as estatísticas, nos 105 jogos “Valência-Barça”, 39 vitórias para ambas equipas e 27 empates, perfeita igualdade.
Se o Barça é uma das equipas mais temíveis do mundo, o Valência renasceu neste início de campeonato. O investimento do bilionário Peter Lim começa a ter retornos positivos. O treinador Marcelino Toral tem uma real filosofia de jogo. Simone Zaza, Rodrigo, Santi Mina, Dani Parejo, Montoya e Garay recuperaram os seus níveis de jogo.
O clube tem feito apostas inteligentes em jogadores poucos utilizados ou em queda de rendimento noutros clubes. sem ter ainda confirmado o potencial:
O guarda-redes Neto era o suplente de Buffon na Juventus, Gabriel Paulista vem do Arsenal, Murillo e Kondogbia estão emprestados pelo Inter, Gonçalo Guedes e Andreas Pereira cedidos, respetivamente, pelo PSG e pelo Manchester United. Além disso, a incorporação do jovens formados no clube como Gayà, Lato ou Soler está a dar resultados.
Uma equipa de “murcielagos” capaz de responder ao Bat Signal, como durante as grandes horas europeias dos anos 2000, quando Mendieta, Claúdio Lopez e Pablo Aimar voavam sobre as defesas como o morcego do emblema.