R.B. Leipzig – F.C. Porto : 3-2. A energia alemã


O F.C. Porto não foi capaz de trazer um resultado positivo de Leipzig. A equipa alemã imprimiu uma intensidade de jogo que os portistas não puderam acompanhar.

Num meio-campo de três elementos onde Herrera era o jogador mais adiantado, os dragões optavam por utilizar um sistema (na prática) mais próximo do 4x3x3. O mexicano tentava fazer a ligação no corredor central com Aboubakar, Brahimi e Marega impedindo os movimentos ofensivos dos laterais contrários.

O Leipzig com Forsberg e Bruma na animação ofensiva, era uma equipa difícil de contrariar. Um erro de José Sá ao não conseguir agarrar uma bola que vinha com muita velocidade após ter batido na relva, foi suficiente para dar vantagem ao Leipzig. Este foi o ponto culminante dum quarto de hora onde o F.C. Porto quase não conseguia passar do meio-campo. A pressão alemã muito alta, não deixou respirar a equipa portuense.
Aos 18 minutos, na primeira ocasião dos dragões, Aboubakar apontou um grande golo de pé esquerdo num movimento em rotação e restabeleceu a igualdade no marcador.

O Porto aproveitou o momento, Herrera preenchia melhor os espaços para impedir a construção da defesa alemã e Sérgio Oliveira encontrava-se bem nas transições. Depois da meia hora, a equipa portista equilibrou o jogo aproveitando uma quebra na pressão subida do adversário.

No entanto, o Leipzig ia insistindo no lado esquerdo da defesa portista onde a ligação defensiva entre Layún e Marega era muito permeável. Forsberg descaia da faixa para dentro e fez o que quis de Layún. Até foi o número 10 sueco a dar novamente vantagem à equipa da casa. Os dragões sentiam o jogo a escapar, Danilo não tinha o impacto habitual, um erro defensivo de Marcano e o Leipzig fazia o 3-1.

A partir daí o meio campo do Porto nunca mais funcionou, aniquilado pela potencia dos jogadores alemães. Nessa primeira parte, houve uma certeza ; Herrera nem é um jogador posicional como já sabemos, nem é um jogador para apoiar os avançados, Herrera deve jogar mais atrás para sair em progressão, ponto. Na frente, Marega não conseguia explodir, e Brahimi encontrava-se muito longe da baliza contrária para criar perigo.
Num canto, Marcano reduziu o resultado, dando esperança aos portistas antes de chegar ao intervalo.

A segunda parte recomeçou como tinha acabado a primeira.
Sérgio Oliveira tinha muitas dificuldades no seu duelo contra Forsberg e acabou por sair, dando o lugar a Oliver Torres que de certa forma, tentou rectificar os erros posicionais, o Porto melhorou nitidamente a nível táctico. Não criava perigo mas aliviava-se da pressão.

Mesmo assim os alemães ganhavam os duelos, e pela primeira vez da época, a defesa central do Porto mostrou sinais de fraqueza, o Leipzig continuava perigoso. Marega e Brahimi estavam demasiados preocupados com as tarefas defensivas e mal inspirados quando tinham a bola.

O F.C. Porto precisava de um agitador para aliviar Brahimi da responsabilidade de criar jogadas de ataque. Marega ficou em campo e Brahimi saiu... O Leipzig retomava o controle do jogo e o Porto não conseguia sair em contra ataque, melhorando talvez um pouco com a entrada de Corona. Herrera deixava o seu lugar a Hernâni para explorar os espaços nas alas mas já era tarde. No fim do jogo, a equipa caseira controlou o resultado, mais cautelosa quando avançava no terreno. O Leipzig ganhou com mérito